DIANTE DE UMA PÁGINA EM BRANCO, FIQUEI MINUTOS TENTANDO
FALAR SOBRE UM DELICADO ASSUNTO. “DOMINADORES
CASADOS”.
Não sei o que já disseram por aí, porque eu ouço opiniões de
amigos, mas não as vasculho na internet. Nem vou ficar aqui legislando em causa
própria, detesto.
Vai ai o pensamento de um dom casado e vejam o que acham.
Casei-me antes de descobrir o meio BDSM. Meu desejo de
dominar é natural, acrescentei técnicas, somei vontades, descobri novidades.
Mas não vou e nem quero impor agora àquela que divide a parte mais pesada dos
dias comigo, algo que eu sei que ela nem vai querer ouvir falar.
Então estou aqui, me declarando um DOM, mas não obrigo
ninguém a se submeter, nem escondo minhas condições a quem se aproxima. Sou o
que sou não vou deixar de ser porque alguém pode achar que não é possível. Nem
vou desrespeitar opiniões adversas. Cabe
a mim dar ou não o valor devido à minha condição. Uma sub pode não
querer um DOM casado, mas se dobrar o joelho diante dele depois de negociar com
consenso, vai ter que sujeitar a favor de sua perfeita entrega e verdadeira
posição submissa.
Sei que sub se apaixona se entrega demais, pode precisar de
mim justamente quando eu não esteja disponível.
Por isso, não tento provar que é bom ou não ter um dom casado. Apenas
deixo para aquelas que arriscarem o sabor de conhecer o lado bom de estar
comigo diserem. Sim porque ter dom casado tem também seu lado bom ISSO EU
AFIRMO. O pretexto dos DESIMPEDIDOS, só tem lado bom?
Beijos a quem de beijos e abraços a quem de abraços e
respeitos aos adversários, se é que alguém assim me considere.
LORD LINCE.

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