Andavas
de lugar em lugar, mas não achava o seu.
Falava
de tudo a todos, lia, escrevia, dissertava, mas não achava seu contexto.
Gostava,
curtia, admirava, desejava, mas não achava nada de real pra si.
Muitas
vezes apostou, confiou, se entregou, mas não achou seu porto seguro.
Revelou
seu anseios, suas características, suas fantasias, se despiu, mas não achou seu
valor.
Falou,
gritou, implorou, chorou, mas não achou quem ouvisse, quem desse atenção.
Desanimou,
desistiu, rendeu-se ao último fôlego, mas não achou socorro.
E
quando a luz ia se fechando nos seus olhos foi arrebatada com força, prenderam
suas mãos, ataram seu corpo e foi o começo de uma nova história.
Anda
suave, exibida, exalando alegria.
As
cordas que prenderam seu corpo libertaram sua alma.
LORD LINCE

Palavras inspiradoras!
ResponderExcluirSeguindo o seu espaço.
Beijos.
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